Viver em uma casa de espelhos não é muito vantajoso quando todas as pessoas estão usando a mesma máscara. Não há como saber o que realmente é visto, o que as coisas realmente são ou o que elas apenas parecem.
Como saber o que está sendo refletido, sendo o que todas as coisas são iguais? Não dá para ver nada além do superficial.
Você vai aprendendo a viver ali, porém a cada chance corre em busca de uma saída. Mas lá estão os espelhos, embaralhando o caminho e gastando o seu tempo, esbarrando no mesmo várias vezes e sem perceber, eles te cortam e ferem.
Com o passar do tempo, eles vão ficando opacos. E aí você percebe quanto tempo perdeu com coisas inúteis. Só então passa a enxergar.
Antes que pudesse ver com clareza, as pessoas iam sendo apunhaladas no escuro, no silêncio. Mas o tempo mudou isso. Daí você recobra o cuidado, porque na verdade, algumas pessoas só estão esperando o momento que você baixar a guarda e virar as costas, pois o punhal, elas nunca deixaram de segurar…
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